sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Daqui o mundo me parece ser tão calmo. Na mesa o vinho acompanha a lua, a mente nas verdades e impasses que a vida põe para cada ocasião. A vergonha permuta no horizonte, a aflição de não conseguir olhar para o futuro também.
Retornei, e agora quero ficar. Me parece tão vago essa angustia, estava tudo tão bem e sorrateiramente o distino me põe novamente em duas forcas, cada qual com um tom diferente.
Entrar no mar pode me fazer bem, as areias podem levar essa auto análise que só me diz: pare! Não há mais horizonte, nem sol, nem um fim. Penso eu que tudo não passa de uma simples bobagem inventada por alguém que nunca soube lhe dar com tais situações, e agora eu te digo: nem eu sei.
As vezes a gente tenta acertar, e, sem querer, ou talvez querendo acabamos errando. Magoando as pessoas a quem mais gostamos, e também acabando se ferindo. Aliás, também acabam te ferindo.
Há palavras que não voltam, atitudes que nunca se acertam, momentos que te relembram e você acaba dizendo: pauta que pariu, o que foi que eu fiz?!
Já faz uma semana que os remédios me ensinam um bom sono, as preocupações com o futuro e com conturbadas relações causam um vômito sincero do verdadeiro eu. Talvez eu não seja a pessoa tão certa para tais ocasiões e para tais pessoas.
Mas, nessa turbulência há um alguém especial. Há nele algo de lindo que eu jamais pude perceber, e, talvez, agradecer.
O bom retorno as vezes significa também que nem tudo é tão ruim como eu posso crer.
Não digo, que essa distancia que eu não sei quanto vai durar vai apagar o que eu sinto, porque o que eu senti foi verdadeiro, aliás, é. Não espero, nem quero que me esperem. Se a nossa amizade, ligação ou sentimento for verdadeiro não há relógio que marque o tempo de um amor verdadeiro.
Me desculpem.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Assisti uma palestra ontem de José Castello sobre jornalismo e literatura. Ele começou muito bem colocando sua posição entre as possíveis diferenças nas duas profissões. Literatura: ficção, alma, subjetividade. Jornalismo: realidade, objetividade. Mas, essas duas áreas teriam sim, um vínculo bem próximo e uma dependia da outra para suas produções. Logo depois, ele comentou sobre Clarice e me deu uma saudade tão grande daquela escrita que, por mais que eu lê-se milhares de vezes, no final, intrigado, recomeçaria porque não entendia nada, me causando dores de cabeça e, ao mesmo tempo, um prazer descomunal. Clarice foi, e é uma grande poetisa, cronista e literária. Ela desconstruía o português divinamente, e deixada a dúvida se as regras eram realmente certas dentro do próprio português.
Descomunal, humana até demais, e fria como o nada.
Clarice,
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